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Primeiras impressões ao dirigir do Honda City
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25/03/2014, 13:47
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Primeiras impressões ao dirigir do Honda City
Impressões ao dirigir: Honda City (Dezembro/2008)
DIRIGIMOS NA TAILÂNDIA O SEDÃ DA HONDA QUE DEVE CHEGAR POR AQUI NO FINAL DE 2009 ![]() O nome City (cidade, em inglês) nunca foi muito marcante no mercado brasileiro. Já serviu para batizar a picapinha derivada do Fiat 147 e versões básicas de modelos rivais, Gol e Palio. Mas, vindo num carro da Honda, ganha novo significado. Dito em voz alta, City soa como a mistura entre Civic e Fit. Não é apenas um jogo de palavras. É, principalmente, um jogo de imagens. ![]() Imagens que vão se tornar comuns em lugares como América Latina, China, África do Sul e países menos badalados da Europa. O City é a primeira aposta da Honda para o mundo emergente. A estréia mundial aconteceu em setembro na Tailândia, um país de mão-inglesa. Só o gosto pela notícia justifica o esforço de dirigir na contramão, sentado no banco do carona. Nunca me acostumo a isso... Mas andar no Brasil levaria tempo: ele será lançado aqui no segundo semestre de 2009, com fabricação argentina e motores 1.4 16V e 1.5 16V flex emprestados do novo Fit. ![]() Motor, suspensões, câmbio, direção elétrica... O City aproveita cerca de 60% das peças do Fit – mas é bem mais que um puxadinho, com maior espaço para as bagagens. O chefe de projeto, Takeshi Nakamura, diz que os dois modelos tiveram desenvolvimentos independentes e que só no meio do caminho a Honda decidiu aproveitar a mesma plataforma. Olhando em volta do sedã, você terá dificuldade de encontrar peças em comum com o monovolume. Tem os retrovisores, os limpadores de pára-brisa e, de repente, o distintivo da Honda. O City é mais baixo (4 centímetros), mais comprido (5 centímetros) e tem entreeixos alongado em 5 centímetros. ![]() No estilo, a imagem do City se afasta do Fit para confundir-se com a do Civic. Os três volumes da carroceria se unem de maneira suave, como um carro-conceito – ou um prato de cabeça para baixo. Dois vincos horizontais marcam a lateral: um forte, no rodapé, é continuado pelo spoiler do pára-choque. O outro nasce no pára-lama dianteiro e termina na lanterna traseira. Até em detalhes como as portas e as próprias maçanetas (que você puxa, em vez de levantar), a referência de estilo é o Civic, não o Fit. E a cara do City... bom, essa ele não pegou de ninguém, inventou por conta própria. A grade chamativa e os faróis formam praticamente um único conjunto. Seria careta se, seguindo uma tendência mais atual, faróis e lanternas não fossem em relevo, o que juntamente com vincos ajuda a dar um ar robusto e mais atual ao carro. Mas então é o City é um Civic em miniatura? Não é bem assim. ![]() Eu sou magro, mas tenho 1,88 metro de altura. Cabem cinco Fernandos Valeikas dentro do City. Ele é 14 centímetros mais curto e 5 mais estreito que o Civic. A distância entre os eixos é 22 centímetros menor, mas o City é mais alto e no fim das contas o espaço acaba sendo parecido – às vezes, até melhor. O porta-malas ganha de goleada (504 litros contra 340). Os Valeikas do banco de trás esticam melhor as pernas (vitória por 1,5 centímetro) e podem reclinar o encosto (há duas posições). ![]() Para evitar briga de mercado entre seus dois filhos gêmeos, a Honda não deu ao City as soluções mais práticas que criou para o Fit. O sedã não tem aqueles ótimos porta-copos diante das saídas de ar-condicionado (que ajudam a manter a bebida gelada) e o banco de trás não dobra para cima (como um canivete). Mas o espaço livre embaixo do assento continua disponível, já que o tanque fica sob os bancos da frente. Na versão de luxo, esse espaço ganhou uma bandeja de plástico, que serve para pôr guarda-chuvas e sapatos molhados, sem sujar o carpete. ![]() A cabine do City é mais um jogo de imagens. Quase tudo é parecido com o Fit, mas quase nada é exatamente igual. O quadro de instrumentos é comum aos dois, mas o City não tem molduras nem nos mostradores nem na tela do computador de bordo. O console é exclusivo. É feito de plástico prateado, imitando alumínio. Mesmo simples, não dá sensação de ser mal feito. Com exceção do estofamento de tecido em tons claros da versão básica do carro tailandês, que dificilmente emplacará por aqui por uma questão de gosto, muito pouco deverá mudar quando este carro finalmente ganhar seu visto de entrada brasileiro. A estrutura do banco do City é igual à do Fit, mas seus trilhos foram mudados para que o ponto H (a distância do assento em relação ao asfalto, que determina o ponto de vista do motorista) fique 1,5 centímetro mais baixo. A posição de dirigir é mais panorâmica que a do Civic, mas é mais agressiva que a do Fit. ![]() City fora da cidade Chega a hora de esticar o motor 1.5 16V i-VTEC, que aqui bebe apenas gasolina e rende 120 cv – o nosso modelo flex rende até 116 cv. O câmbio automático de cinco marchas me poupou do esforço de trocar as marchas com a mão esquerda. Basta o próprio trânsito de Bangcoc, uma luta por cada metro de espaço com carros, motos e táxis montados em triciclos (os tuk-tuks). Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, a boa visibilidade oferecida pelos retrovisores é valiosa. Pego a rodovia 32 e toco na direção de Ayuttaya, ex-capital do reino do Sião, o antigo nome da Tailândia. É um itinerário de 150 quilômetros, ida e volta. ![]() Com asfalto livre, o City mostra que é mais confortável que o Fit. O sedã é mais pesado (de 20 a 40 kg, conforme a versão), tem distância entre os eixos mais longa e suspensão mais macia. Em linha reta ou em curvas, é um carro de reações mais calmas que o Fit ou o próprio Civic. Também é mais econômico, já que o arrasto aerodinâmico é menor e o câmbio automático de cinco marchas teve as relações ligeiramente alongadas. O City tailandês só é oferecido em versões 1.5 16V, mas acho que também não ficaria mal com o 1.4 16V flex oferecido no Fit brasileiro. ![]() A questão é saber quanto os executivos da fábrica pretendem cobrar pelo City no Brasil. Na Tailândia, o sedã da Honda custa de 524 000 a 694 000 baht, a moeda local. Numa conversão direta, seriam 35 000 reais por esse modelo básico – mas acontece que o leão verde-amarelo é muito mais voraz que o dos asiáticos na cobrança de impostos. Fica mais fácil estimar um preço tomando por referência o Fit deles. Chamado de Jazz e apenas com motor 1.5 16V, ele custa de 560 000 a 705 000 baht. Por esse raciocínio, o City custará de 48 000 a 60 000 reais, com motor 1.4 16V, e de 60 000 a 69 000 reais, nas versões 1.5 16V. Cobriria a faixa que vai do Polo, um sedã pequeno de prestígio, até os sedãs médios. Que venha logo para as nossas cidades. Veredicto Os prós do Civic (confiabilidade e estilo) sem os contras (preço alto e porta-malas pequeno)? Ótimo! FICHA TÉCNICA Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V, gasolina, injeção eletrônica multiponto Cilindrada: 1 497 cm3 Diâmetro x curso: 73 x 89,4 mm Taxa de compressão: 10,4:1 Potência: 120 cv a 6 600 rpm Torque: 14,8 mkgf a 4 800 rpm Câmbio: automático de 5 marchas, tração dianteira Carroceria: sedã, 4 portas, 5 lugares Dimensões: comprimento, 440 cm; largura, 170 cm; altura, 147 cm; entreeixos, 255 cm Peso: 1 130 kg Peso/potência: 9,4 kg/cv Peso/torque: 76,4 kg/mkgf Porta-malas/caçamba: porta-malas, 504 litros Tanque: 42 litros Suspensão dianteira: McPherson Suspensão traseira: barra de torção Freios: disco na dianteira, tambor na traseira Direção: pinhão e cremalheira, com assistência elétrica Pneus: 175/65 R15 Equipamentos: airbag duplo, ar-condicionado, direção assistida, travas e vidros elétricos, volante com ajuste de distância, computador de bordo Publicado na Quatro Rodas em http://quatrorodas.abril.com.br/carros/i...6748.shtml Fundador e Administrador Honda City Clube do Brasil www.hondacityclube.com.br Curta nossa página no Facebook, siga nosso perfil no Twitter e no Google+ para ajudar nossa comunidade a crescer! |
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